Militares temem resposta de Teerã após bombardeio de consulado do país em Damasco risco maior é de ação nesta sexta-feira, quando iranianos marcam o 'Dia de Jerusalém'
Apesar de apoiar o grupo terrorista Hamas na guerra em Gaza, e de ter vários de seus oficiais mortos em ações atribuídas a Israel nos últimos meses, Teerã tem evitado uma ofensiva direta contra os israelenses, diante do risco de uma guerra regional de grande escala.
Ainda na quarta-feira, o Exército israelense incrementou suas defesas aéreas ao redor do país e convocou reservistas para atuarem na operação desses sistemas. Nesta quinta, ainda diante de um cenário de alerta, folgas dos militares em unidades de combate foram suspensas.
— Disse, mais de uma vez, que não está claro se o pior para nós ficou para trás, e nós teremos dias complexos pela frente — disse a oficiais, o chefe da Diretoria de Inteligência do Exército israelense, Aharon Haliva, citado pelo Times of Israel.
Segundo a rede KAN News, embaixadas israelenses ao redor do mundo foram esvaziadas por recomendação dos serviços de inteligência e do Ministério das Relações Exteriores — em 1992, a embaixada israelense em Buenos Aires foi alvo de um atentado organizado pela Organização da Jihad Islâmica, uma milícia ligada ao Hezbollah, em uma ação considerada retaliação contra o assassinato do então líder do grupo libanês, Sayed Abbas al-Musawi, por Israel, naquele mesmo ano. Vinte e nove pessoas morreram e 242 ficaram feridas.
Moradores da região Central de Israel também reportaram problemas de conectividade com sistemas de navegação, como o GPS, o que afetou o trânsito em cidades como Tel Aviv e o funcionamento de aplicativos de transportes. Esse tipo de bloqueio temporário, confirmado pelos militares israelenses, vinha sendo aplicado no Norte de Israel desde o início da guerra em Gaza, mas até agora ele não tinha sido relatado em áreas como Tel Aviv e Jerusalém. Segundo as autoridades, esse tipo de ação faz parte de uma estratégia mais ampla de defesa contra ameaças externas.
Com o assassinato, que não foi reivindicado oficialmente por Israel, Zahedi entrou para uma “lista” crescente de oficiais iranianos mortos, supostamente por Israel, desde o início da guerra em Gaza. Imediatamente o discurso em Teerã passou a incluir a palavra “vingança”: horas depois do ataque, uma manifestação foi convocada na capital iraniana, e cartazes pedindo uma retaliação surgiram ao redor do país.
— A derrota do regime sionista em Gaza vai continuar, e esse regime estará mais próximo do declínio e da dissolução — afirmou o lider supremo do Irã, Ali Khamenei, em discurso na quarta-feira.
No X, o antigo Twitter, Khamenei emitiu uma mensagem em hebraico, na qual afirma que "com a ajuda de Deus, faremos com que os sionistas se arrependam do crime de agressão contra o consulado iraniano em Damasco". ]O presidente Ebrahim Raisi afirmou que o bombardeio “não passará impune”.
Principais rivais no Oriente Médio, Irã e Israel têm conduzido há anos um conflito indireto, mantido através de milícias pró-Teerã no Líbano, Iraque e Síria, que inclui ataques pontuais com foguetes e retaliações através de bombardeios aéreos. Mas com o início da guerra em Gaza, e ações mais contundentes de Israel, como o alegado ataque à embaixada em Damasco, o risco de um enfrentamento direto aumentou exponencialmente.
O Irã não comenta publicamente seus planos, mas cenários estabelecidos pelos israelenses incluem um ataque com mísseis vindo dos aliados do Irã no Líbano — Hezbollah —, Síria, Iraque e Iêmen, no caso, os houthis, que já lançaram mísseis e drones contra Israel nos últimos meses. Há um cenário que seria inédito, o lançamento de mísseis diretamente de território iraniano, o que traria um risco de escalada ainda maior. Os israelenses afirmam que os sistemas de defesa aérea locais são capazes de enfrentar todas as ameaças.
Segundo o site israelense Walla, integrantes do governo de Israel afirmaram à Casa Branca que pretendem responder caso sejam atacados pelos iranianos.
— Durante anos o Irã tem trabalhado contra nós, diretamente e através de seus emissários. Portanto, Israel está trabalhando também contra o Irã e seus emissários, defensivamente e ofensivamente — disse nesta quinta-feira, durante reunião ministerial, o premier Benjamin Netanyahu, citado pelo Walla. — Saberemos como nos proteger, e agiremos de acordo com o simples princípio de que quem nos machuca ou planeja nos machucar, nós também o machucaremos.
A mobilização em torno da sexta-feira é simbólica: esta será a última sexta do mês sagrado do Ramadã, o principal do calendário muçulmano, e quando o Irã marca o chamado “Dia de Jerusalém”, uma data celebrada desde 1979, ano da Revolução Islâmica, e que é marcada por protestos e atos em defesa dos palestinos.
Apesar das convocações e do aparente alerta entre as forças militares, o governo israelense pede calma à população.
“As diretrizes do Comando da Frente Interna permaneceram inalteradas. Não há necessidade de comprar geradores, armazenar alimentos e sacar dinheiro em caixas eletrônicos”, afirmou, no X, o antigo Twitter, o porta-voz do Exército israelense, Daniel Hagari. “Como temos feito até hoje, atualizaremos imediatamente qualquer alteração se for de forma oficial e ordenada.”
Opinião de Neemias Gomes: A terceira Guerra Mundial começará com Irã atacando Israel. Devemos nos preparar para o embuste que envolverá o mundo todo.
Fonte: https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2024/04/04/diante-de-ameaca-de-ataque-do-ira-israel-convoca-reservistas-e-suspende-gps-em-parte-do-pais.ghtml
Amém irmã Jemima cheguei 🙏
ResponderExcluirSeja bem-vinda!!
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